Corumbá: uma cidade surpreendente!

Fui deixado em Miranda e após ficar esperando um bom tempo por carona na saída da cidade resolvo seguir andando até um vilarejo, que ficava a uns 10 kilômetros, conforme uma placa indicava.

É domingo pela manhã e vários veículos pequenos passam por mim com varas de pescas.

O sol está muito quente, a mochila cada vez mais pesada.

A pista tem uma vegetação que considero densa ao seu redor.

Os questinamentos mais presentes são:

  • O que fazer caso apareça uma onça?
  • Onde encontrar água para beber?
  • Como fazer para tomar um banho?

Ao longo da rodovia existem pequenas poças de água, onde algumas poucas pessoas pararam seus carros para tentar pegar algum peixe.

Para acessá-la tenho que descer uma ladeira bastante íngreme, e tomo essa decisão pois estou muito suado devido ao calor, molhar minha camisa parece que pode ajudar a diminuir meu desconforto.

Logo quando retorno para a pista consigo uma carona que me leva para esse arraial. Para mim parecia ter muito mais do que dez kilômetros de distância.

Ele fica próximo a um rio, existem casas pousadas especializadas em promover pesca com turistas.

O acesso é feita por uma entrada que fica próximo a pista. Depois de pedir autorização, desço até o rio e lavo os meus pés. Fiquei em algo tipo um píer improvisado, que balançava cada vez que um dos pequenos barcos a motor passava por perto.

Aproveitei para lavar algumas meias, e sigo viagem até a beira da pista, onde devo ficar por mais algum tempo esperando por carona, embora seja um lugar com considerável fluxo de carros.

Compro água em um dos restaurantes, consideri o preço caro. Como estava com pouco dinheiro, ao ter sede novamente tive de pedir em uma das casas para que enchessem novamente minha garrafa.

Depois de esperar um pouco consigo outra carona de um rapaz com o qual havia conversado em Miranda, que me deixa em um lugar, onde rapidamente encontro outra carona até Corumbá.

Chegando de viagem em Corumbá

Chego em Corumbá.

Sou deixado em um bairro da periferia e imagino que alí já se trata da cidade.

Desejo retornar até minha carona e pedir para voltar com ele, que havia me dito que não ficaria muito tempo na cidade.

Paro em uma padaria, compro um pudim (que por sinal estava muito gostoso) e um refrigerante e questiono se alí é o centro da cidade e, caso não o fosse, onde ficava.

Informam-me que se tratava de um dos bairros, o centro da cidade estava escondido por dois morros.

Sou orientado a pegar um coletivo, pois ficava longe, mas acabo indo andando até o centro e chegando lá entro no primeiro hotel barato que encontro e me hospedo.

Lavo minhas roupas, descanso.

O hotel caro (tendo como base o serviço prestado) e sem asseio. Pergunto se querem contratar meus serviços para limpar o local, eles dizem que não. No outro dia tenho de sair de lá pois estou sem dinheiro.

Percebo que é um cidade turística.

Naquela mesma noite decido explorar a cidade, relacionar os pontos turísticos que eu posso visitar e locais onde devo encontrar atendimento médico.

 

Mochileiro, conheça Corumbá

No outro dia pela manhã vou até a orla e consigo um guia informativo sobre o turismo local, e relaciono os seguintes locais para conhecer na minha estadia:

 

O melhor de tudo isso é que nenhum desses locais cobra taxa de visitação.

Nos próximos post vamos falar sobre eles.

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