Chegando em Parnaíba: cidade de Mato Grosso do Sul

Ao chegar em Parnaíba já era noite, busquei a Rodoviária, que ficava aberta 24 horas, nela dormi.

Era um local desorganizado, o banheiro sujo, mas teria que suportar mais isso naquela noite.

A cidade parecia pequena, o centro era bonito, limpo e arrumado.

Havia trazido 6 pares de mais, 4 já haviam rasgado, só estava com duas que havia lavado no dia anterior, mas devido ao quanto andei já estavam sujas e me incomodavam, tirei-as, lavei os meus pés, e torci para que o frio chegasse logo, pois me faria esquecer esse desconforto.

Dormi apenas umas 4 horas, levantei, escovei meus dentes e fui em direção à saída para Campo Grande.

 

Seguindo viagem: mais uma busca por carona

Andei muito, outro dos trajetos que mais andei, isso depois de esperar por quase uma hora no ponto em que havia sido deixado, e um senhor me informar que o melhor lugar para passar carro com destino a Campo Grande seria na entrada da cidade.

Peguei uma reta grande, virei à direita em um trevo, e depois outra reta grande até o local. Passei algumas horas e nada de passar carro.

Depois de muito esperar um senhor parou e me disse que me levaria até uma cidade próxima. Ele conversava bastante e fez o tempo passar rápido. Havia frequentado a Igreja, conversávamos sobre questões religiosas, políticas, dentre outras coisas.

No meio da viagem ele disse que iria para depois de Campo Grande, e como viu que eu não era um delinquente iria me deixar nessa capital. Paramos em três postos, e em um deles ele me pagou um lanche.

Fiquei muito agradecido pois minha última refeição havia sido na sexta à noite, no sábado me comi apenas com uma cinco ou seis balas, e depois daquele dia só iria me alimentar, talvez, depois de receber um valor referente a serviços prestados.

Uma conversa inusitada: motorista paquerando atendente

Nesse mesmo local ele tem um diálogo curioso com uma das atendentes.

Pergunta se ela é casada: ela diz que sim.

Pela segunda vez, questiona se tem filho: ela responde que tem dois; o motivo do divórcio: diz que foi ela quem não quis, que passou uns três anos com o primeiro marido; então o motorista diz que dali a três anos passaria novamente no posto para eles poderem “conversar”, ambos dão risada.

O diálogo seguiu nesse rumo e cada vez mais ficava nítido o interesse do senhor na mulher.

Pelo que percebi ela acabou dando trela para não ser mal-educada, por ele ser brincalhão e sempre passar por ali, mas em um certo momento notei que ela não se sentia muito bem com o rumo que a conversa havia tomado.

Ele me deixou em um posto de combustíveis em Campo Grande, fiquei muito agradecido, ele me ajudou muito, pois o deslocamento que fizemos foi bastante longo.

Busquei saber onde era a rodoviária, o que seria caminho grande que eu teria de fazer caminhando.

Meus calos já estão quase todos sarados, mesmo assim usava duas meias em cada pé.

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