Belo Horizonte – Parte IV

Na cidade de Belo Horizonte existem vários parques com muitas plantas e alguns animais que valem muito a pena visitar.

Estive no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, que fica no centro da cidade, meio que “perto” de onde eu estava hospedado.

É bastante amplo, muitas árvores, muito verde, algumas lagoas.

Em uma delas é possível ver vários peixes, mesmo com a água meio esverdeada. Em outra existem vário marrecos.

Alguns lagos são ornamentados com pequenas pontes, bem talhadas e existem vários monumentos neles.

Um dos que achei interessante foram os que estão na Praça dos Fundadores, que consiste na face de quatro pessoas talhadas em pedras, em um tamanho grande, achei que apesar de trabalhoso, o resultado final saiu bem feito.

Algumas das espécies de vegetais tinham uma placa com identificação de seu nome científico e popular.

Abaixo segue folder que traz informações sobre o parque:

 

Fotografias feitas na praça dos fundadores e de todo o parque:

 

 

 

Projeto “Container com Letras”

Quando o visitei, lá estava havendo um evento com vários estandes de venda de livros e apresentações teatrais.

Uma coisa que me chamou bastante atenção foi o “Container com Letras”, projeto que incentiva a leitura através da doação de livros.

Funciona mais ou menos assim: cada pessoa pode doar quantos livros quiser e pode levar no máximo dois livros, mesmo que não tenha doado nenhum.

As prateleiras estavam cheias e muitos interessados vasculhavam em busca de algo que lhes agradasse.

 

Visita ao Museu

Conheçi o Museu de Artes e Ofícios.

Lugar imenso e rico de informações sobre profissões.

Nele pude conhecer um pouco da história de como era a rotina dos boticários, trabalhadores da indústria do queijo, do açúcar, de pescadores, vaqueiros, dentre outros.

 

 

Também aproveito para ir ao zoológico.

No primeiro dia deixo para ir no final da tarde, quando chego lá era por volta das 16:30 e já estava fechado, tive que voltar.

Aproveiteitei para caminhar e conhecer mais os bairros e as proximidades, ando muito e só depois de algumas horas decido por tomar um transporte.

 

Conhecendo o zoológico de Belo Horizonte

No outro dia vou logo pela manhã ao zoológico.

Quando chego sou muito bem recebido na portaria, e informado sobre trajeto que devo seguir.

Sigo andando e fotografo alguns animais, só que quase que no final a bateria descarrega e não consigo registrar tudo o que tive interesse.

Acabei não vendo de perto alguns deles, pois estavam se alimentando, como a girafa e a zebra, mas sinceramente não fiquei muito sentido, pois tinha mais interesse nos felinos, e além de ver fiz algumas fotos que considerei boas.

Demorei um pouco para encontrar o local do aquário, pois fica um pouco mais recuado, depois do setor onde ficam as aves, só o achei depois de buscar orientação com o pessoal do zoológico.

Ao chegar fui informado que deveria pagar uma taxa, valor pequeno (R$ 4,00).

Fiquei empolgado, porém logo que cheguei na entrada vi que só iriam existir peixes do Rio São Francisco.

Foi uma experiência interessante, pois tive contato com algumas espécies de peixes grandes e incomuns.

Aprendi um pouco sobre outras, porém esperava que houvesse monitoria e outros tipos de animais marinhos de água doce, ou uma variedade maior de tios de peixes.

 

 

Em um desses dias resolvi procurar uma lavanderia para lavar minhas roupas.

Andei em muitas ruas buscando algum lugar que fizesse o serviço. Inicialmente pensei que ficaria no hotel apenas um dia ou dois e uma das senhoras que trabalhava lá se ofereceu para lavar, cobrando é claro, mas como imaginava que eu iria ficar pouco tempo agradeci e dispensei seu serviço pois não teria como ela me entregar naquele prazo.

Depois de muito andar e perguntar, uma pessoa em um estacionamento me indicou um lugar que fazia o trabalho.

Andei mais outro tanto e encontrei, mas tomei um susto quando ele me disse o valor, quase cinquenta reais, e olhe que só foram uns quatro pares de meias, um casaco, uma calça e quatro camisas de malha.

O serviço prestado foi muito bom, as roupas vieram limpas e cheirosas, mas achei o muito caro.

Três dias antes de ir embora resolvo tirar a pele de meus calos, cujas bolsas haviam estourado, o que não foi uma ideia muito boa.

Meu pé ficou muito ferido, as dores aumentaram, e tive de comprar um anti-inflamatório, gazes, bandaid e esparadrapo.

Isso contribuiu para que eu estendesse minha permanência em Belo Horizonte.

 

Mas um dia eu tive de ir embora, como o dinheiro já estava acabando resolvo tomar um ônibus para uma cidade próxima, lá desço e continuo minha lide na busca por carona. Parei em um posto da Polícia Rodoviária Federal, o que não foi uma boa ideia pois ficava em uma curva, mesmo assim consegui a carona de um carro pequeno, que me deixou em um posto de combustíveis.

Saindo de BH

Depois continuei pedindo carona e um outro carro parou para mim.

Dessa vez ele entrou em uma cidade e me orientou a procurar um outro posto de combustíveis que funcionava vinte e quatro horas.

Recomendou também a pegar um carro em um determinado local, e me indicou qual BR seguir para chegar ao posto.

Como estava querendo economizar dinheiro resolvi ir andando.

Confirmei a informação com o pessoal de outro posto, que disse que realmente se eu seguisse reto aquela BR eu conseguiria chegar no tal local.

Depois de andar por quase dois quilômetros eu não conseguia avistá-lo, foi quando resolvi perguntar a um senhor que estava fazendo cooper.

Descobri estar muito longe: ficava a uns vinte quilômetros. Tomei um susto, agradeci e tratei de procurar por outra uma carona.

Consegui chegar lá com o auxílio de um senhor que parou o carro para mim.

Já era noite e estava escuro. Lá tomei café. Eles não pareciam muito simpáticos com todos viajantes.

Havia um rapaz que estava em área próxima à lanchonete, imagino que, como ele não estava bem trajado, o segurança pediu para ele buscar outro local para passa a noite.

Ele até me abordou para fazer uma pergunta, e foi logo dizendo que “não vou fazer nada com você não…” eu estava concentrado em outras coisas (conseguir carona), não dei muita importância a isso e respondi ao questionamento dele.

Não queria permanecer naquele local durante toda a noite.

Fui para a pista buscar por outro carro que me deixasse adiante.

Um rapaz parou o carro para mim, falou que existem umas áreas perigosas mais à frente, e, por ironia, me deixou no que eu julguei ser justamente uma delas: um posto que não ficava aberto 24 horas.

Depois de algum tempo um senhor parou, pedi carona e ele me deu, mas disse que iria dirigir até onde conseguisse, pois estava cansado, mas que se eu quisesse esperar poderia.

Eu concordei, agradeci e subi no veículo.

Eu lhe disse que se não conseguisse carona esperaria para ir com ele no outro dia, mas se ele não me encontrasse é por que já havia seguido viajem. E assim aconteceu: naquele mesmo local consegui uma carona e naquela mesma noite fui deixado em uma cidade próxima da fronteira com Goiás.

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