Minha chegada em Belo Horizonte

Entre os dias 13 a 21 de agosto fico em Belo Horizonte.

Ao chegar nela sou deixado em um bairro longe do centro, próximo à BR, pois veículos pesados não trafegam dentro da cidade.

Tenho poucas moedas no bolso e estou esperando por um pagamento.

Sigo em direção ao terminal e chegando lá converso com um dos seguranças querendo saber como eu posso chegar na rodoviária.

Ele diz que aquele local os ônibus vão para os bairros, existe apenas um que poderia me deixar no centro, onde a rodoviária está.

Explico que sou de outro estado e tenho pouco dinheiro, o que era verdade, se poderia passar sem pagar.

Ele diz que sim (acho que ele foi quem teve de fazer o desembolso), mas a tarifa para o centro é maior e que terei de passar por outra catraca. Nela tento negociar mas é em vão, acabo tendo de pagar mais R$ 1,20 para ter acesso ao ônibus.

Buscando tratamento oftálmico em Belo Horizonte

Facilmente chego à Rodoviária com a ajuda de uma senhora, a qual me informou que ela ficava aberta 24 horas. Nela passo o resto do dia.

À noite me aconchego em um local discreto para dormir (sentado) mas quando é aproximadamente doze e meia da madrugada sou abordado por um segurança pedindo para eu me retirar dizendo que ela irá fechar.

Eu ainda meio sonolento digo alguma coisa sobre abuso de autoridade e vou saindo. Fiquei irritado devido a forma como fui abordado, que considerei um pouco rude.

Aproveito para buscar o auxílio médico.

Ando por algumas ruas e descubro que existe um lugar onde hospitais estão concentrados.

Paso em um deles e a recepcionista diz não atender pelo SUS (meu plano de saúde é regional e está sem pagamento, durante toda a viagem busco atendimento gratuíto), e indicam outro.

Vou em mais umas duas até chegar ao Hospital das Clínicas, onde descubro que o atendimento começa depois das 5 da manhã.

São aproximadamente 1 hora da madrugada e faz muito frio.

Circulo um pouco pela cidade, mas a dor em meus calos me impede de continuar.

Fico em um ponto de ônibus próximo ao hospital esperando o tempo passar.

Uma oportunidade para ser solidário

Nesse intervalo vejo que uma pessoa está com um problema no carro a alguns metros, quase que no meio da rua.

Mesmo tarde da noite algumas pessoas passam e ignoram a situação. Outros que estão em um ponto de ônibus um pouco distante de mim e no outro lado da avenida parecem notar e não se abalam.

Eu vejo o homem tentar empurrar o carro sozinho sem conseguir êxito.

Então me levanto e juntos colocamos o carro em uma rua que corta a avenida.

O veículo estava em um terreno inclinado e não temos muita dificuldade para leva-lo até o local.

Ele me agradece, nós nos despedimos e eu retorno para onde estava.

O esforço ajudou a aquecer um pouco o meu corpo

Retornando para o hostpital

Eu achei interessante é que em alguns pontos de ônibus, inclusive aquele, existiam letreiros eletrônicos dizendo qual seria os três próximos que viriam e qual o tempo aproximado que levaria.

Quando o horário se aproxima vou para o hospital.

Havia um senhor na entrada, acho que era o guarda.

Ele solicitou que esperasse no lado de fora, mas estava muito frio e resolvi ficar por ali mesmo.

Parece que ele não gostou muito da minha postura e abriu as grandes janelas que haviam no ambiente, entendi que fosse para que o vento frio circulasse no recinto. Mesmo assim era melhor ficar ali do que ir para fora.

Fui o primeiro a chegar e depois disso outras pessoas vieram. Dentre elas um senhor um pouco altivo que, ao ser mandado para o lado de fora questionou o fato de que algumas pessoas ficavam lá fora e outras lá dentro (eu, no caso) e comprometia a ordem da fila, ele queria que todos ficassem no exterior do prédio.

Eu disse que isso dependia mais de uma questão de bom senso, visto que achava desnecessário ficar pessoas lá fora no frio da madrugada sendo que havia espaço confortável dentro do edifício. Ele não redarguiu.

Fui atendido de certa forma rápido.

O médico (que acredito ter sido residente) e outra médica avaliaram o fundo dos meus olhos, dilataram minha pupila.

Eu pedi para que não medisse minha PIO, devido os problemas ocorrido das últimas vezes e lá eles só tinham o tonômetro de Goldman. Assim foi feito.

No mais o resultado foi o mesmo. Apenas me encaminhou para realizar outros exames em uma policlínica.

Quando questionei sobre a escavação os dois responderam de uma só vez, mas ouve divergência nas repostas.

Um disse que estava normal, já o outro disse que estava “um pouco” aumentada. Essas coisas apenas reforçam o que já percebi de toda essa situação.

Saio de lá e vou para a Rodoviária, esperar o tempo passar e receber o dinheiro para continuar com a viagem.

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