Do sul da Bahia até o Espírito Santo

Acordo umas oito horas da manha. Tomo café, faço check out, vou para a BR, espero muito tempo para que alguém pare.

Caminho para um ponto estratégico, perto de um quebra molas, peço carona até Itamarajú, consigo até carona até Teixeira de Freitas.

Motorista comunicativo, canta durante boa parte da viagem (músicas românticas sertanejas), deixa-me na entrada da cidade, já no final da tarde

Ando mais um pouco e acho outra carona com dois rapazes, que me levam até Itabatan, cidade pequena bem próxima a Teixeira de Freitas.

Estava escuro, o tempo seco, os carros ao passar levantavam muita poeira na pista. Parecia que não havia local aberto 24 horas na cidade, resolvo pedir carona novamente.

Depois de ficar um pouco de tempo na beira da rodovia consigo que um carro pare e peço uma para me deixar na próxima cidade, ou até São Mateus, no Espírito Santo, mas ele me deixa em em Linhaça, num posto 24 horas

Lá continuo pedindo carona, preciso chegar em Vitoria do Espírito Santo.

Tomo outro banho, dessa vez quente (esse posto não cobrava para tomar banho, o que foi uma raridade), tento me acomodar na lanchonete, porém o gerente, (ou dono, não sei ao certo) parecia um pouco cismado comigo.

Tomei café, e foi aqui que pensei em começar a escrever esse relato de viagens.

O estabelecimento era todo fechado na lateral esquerda, onde ficavam algumas mesas com cadeiras que pareciam de alvenaria, achei confortável para começar a trabalhar nos textos.

Quando me acomodava ele deu ordem ao ajudante para fecha o local, já eram aproximadamente onze horas da noite.

O rapaz não se dirigiu a mim em nenhum momento, apenas começou a arrastar o portão sobre os trilhos. Percebi que aquilo era um sinal para que eu desse o fora.

Assim o fiz, me acomodando em uma cadeira de mesa alta que ficava na frente da lanchonete. Alguns minutos depois ele falou com seu ajudante para fechar o estabelecimento, foi quando eu perguntei se a lanchonete ficaria aberta durante todo o período, e ele disse que não.

Aqui reforço que não julgo o seu comportamento. Infelizmente a violência ainda é marca do Brasil, e muitas vezes é um pouco complicado acreditar que alguém que vá para uma lanchonete de BR na madrugada tenham boas intenções.

Comecei a procurar o local menos desconfortável no posto onde eu pudesse passar a noite, fazia um frio terrível. Resolvi então voltar para a BR, já mais de onze horas da noite.

Pararam uns três carros, porém todos os seus destinos eram para cidades pequenas próximas

Depois de muito tentar, quase já meia noite ou mais, resolvi escrever em um papel meu destino. Quando estava terminando um rapaz parou na pista do posto de combustíveis para pôr créditos em seu telefone celular, eu lhe pergunto se poderia me dar uma carona para Vitória e ele confirma depois de procurar saber se eu estava portando alguma coisa ilegal e receber uma negativa como resposta.

Seguimos viagem.

 

 

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