09-08-2017: Primeiras experiências no mochilão

Logo entre às 3:30 e 4:00 horas da manhã me dirigir à rodovia para pedir carona.

Fui o primeiro, mas logo começaram a chegar outras pessoas que moravam nas proximidades e iriam trabalhar em locais distantes e dependiam de carona, pensei que isso atrasaria minha viagem pois seria preterido à eles, me enganei.

Depois de muitos carros passarem um parou para dois, dos três que estavam lá.

Logo em seguida outro carro levou um rapaz que não pertencia ao grupo, e por fim um outro parou e deu carona à mulher que estava fardada, posteriormente me chamando para que lhe acompanhasse, assim o fiz.

Mochilando até Vitória da Conquista

Ela mostrou-se uma pessoa bastante comunicativa, e conversou sobre várias questões que envolvia sua família, como o crescimento de seus sobrinhos e netos, preocupação com amizades erradas dos jovens e violência.

O motorista, embora parecesse um sujeito contido e sisudo, também compartilhou algumas experiências vividas na sua família, o desejo de ir morar no interior, preocupação com o casamento da filha, dentre outras.

A viagem seguiu tranquila e o percurso para deixar a primeira passageira foi bastante longo. Então perguntei se toda manhã ela fazia o mesmo roteiro, e ela disse que não, pegava vários turnos para poder descansar em outros.

Ele disse que iria para o Rio de Janeiro deixar uma encomenda de vegetais, compartilhou comigo suas dificuldades devido ao prazos serem curtos e a qualidade do caminhão que haviam lhe entregado, que não conseguia desenvolver a velocidade muito bem.

Eu pedi que me deixasse em Vitória da Conquista, mas logo vi que se tivesse ficado mais próximo ao Rio poderia ter sido bem melhor para mim.

Vimos um caminhão com uma carga envolvida em uma lona marrom e um carro pequeno em cima tão torta que ficamos com medo que ele fosse tombar, e em um dos trechos da rodovia dava para ver um nevoeiro muito denso que futuramente iríamos percorrer, a imagem externa foi fantástica, e mais ainda percorrer todo o caminho que ele compreendia.

Era de manhã cedo, fazia frio como se existisse um ar-condicionado ligado dentro do veículo.

Paramos uma vez para comprar um líquido para fazer a manutenção do transporte, na cidade de Jequié, depois seguimos até um posto em outra cidade próxima à Vitória da Conquista para que usássemos o banheiro.

Conversamos sobre a vegetação, que naquele momento estava bastante seca. Montanhas formadas por pedras deixava ver a vegetação marrom sobre sua cobertura.

Depois seguimos para Vitória da Conquista, onde ele me deixou bem distante do centro da cidade, próximo a um grande comércio atacadista da região, onde comprei dois iogurtes, que foram meu almoço.

No início fiquei um pouco atônito, pois deveria escolher minha rota, em quais lugares poderiam haver pessoas que pudessem me ajudar.

Pensei em ali mesmo procurar algum hospital para saber se haveria a possibilidade de realizar os exames, mas as pessoas não sabiam ou diziam ser longe dali, então decidi ir para Ilhéus, já que também estava com pouco dinheiro no bolso e ir para o centro da cidade poderia se tornar mais caro.

Nela eu fiz o primeiro contato com as pessoas de onde moro, e também procurei, e não achei, os primeiros possíveis compradores para meu telefone celular.

Busquei informações sobre onde seria a estrada que me levaria para Ilhéus, e logo fui informado.

O dia estava quente, eu não tinha água, e desisti de comprar quando perguntei o preço em uma barraca de madeira que ficava atrás do ponto.

 

Saindo De Vitória da Conquista

Não demorou muito, depois de alguns acenos, parou um motorista, em um carro velho e extremamente carregado oferecendo carona, o que me deixou bastante feliz.

Foi uma viagem tranquila, conversamos sobre a estrada, café e outras coisas.

Ele parecia ser uma pessoa bacana, e passou toda a viagem funamdo digarros de fumo de corda.

Uma das experiências que mais me marcaram nesse percurso foi a descida de uma serra chamada “Serra de Marçal”.

Nunca havia passado por um local como aquele antes.

Estávamos descendo a serra e, ao olhar para baixo, bem rente à pista, podíamos ver as estradas com veículos transitando onde futuramente passaríamos. Ele fez todo o percurso com bastante calma, foi uma experiência boa. Incrível, na verdade.

O motorista foi muito gentil comigo, me ofereceu água, quando parou em uma mercearia perguntou se eu estava com fome, e no final perguntou se eu precisaria de mais alguma coisa, aceitar seria um grande abuso, pois ele já havia me ajudado muito me dando carona, sendo gentil e me contando curiosidades sobre o trajeto, como por exemplo na Serra do Maçal.

 

Uma parada em Itapetinga

Ao chegar em  Itapetinga já estava próximo ao entardecer e, como havia dito, eu estava com pouco dinheiro, mas na esperança de receber uns valores decorrentes de alguns trabalhos que havia feito como freelancer.

O motorista me deixou perto de outras rodovias que poderiam me levar à Ilhéus, porém um pouco distante da cidade.

Busquei informações sobre onde havia uma agência bancária, e tive de percorrer um longo percurso até ela, o que me deixou cansado.

A cidade não era tão grande e não encontrei um local que ficasse aberto 24 horas para que eu esperasse o outro dia, então decidi buscar carona naquele momento mesmo, já aproximadamente umas oito horas da noite.

Nesse instante mudei de ideia e resolvi ir para Itabuna, pois nunca havia estado lá e talvez pudesse encontrar um hospital onde realizasse os exames com facilidade.

Nesse local demorei muito para achar uma carona, pararam dois motoristas porém iriam para uma cidade próxima, que parecia ser menor.  Agradeci e decidi esperar um que me deixasse mais distante.

A mochila estava pesada. Foi quando um rapaz parou o carro me ofereceu carona, já era bem tarde.

Eu esperava que fosse mais perto, mas a viagem demourou mais do que o esperado.

Lá consegui encontrar um local para dormir, onde também haviam banheiros.

Aqui tomei primeiro banho da viagem.

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