08 de agosto: a jornada começa

Depois de muito prometer e por vezes essas promessas terem sido confundidas com ameaças, resolvo definitivamente buscar auxílio médico em outros locais.

Foram dois dias indo à rodoviária da cidade onde moro, à pés, e tendo que retornar após o pedido insistente de pessoas que sei que não estão preocupadas com meu estado de saúde, mas com outras que apenas cogito, mas não estou definitivamente certo.

Meus olhos apresentaram poucas melhoras, como a diminuição da fotossensibilidade, e a sensação de pressão no fundo dos olhos está diminuindo, porém, em outros dias o fundo dos meus olhos ficaram doloridos.

Ainda tenho dúvidas se devo ir em outro estado mesmo, pois não sei até que onde as pessoas estão corrompidas no que diz respeito à minha causa, mesmo assim, resolvo tomar uma atitude, mesmo que seja definitiva e não permita retorno. Como havia dito: por vezes é melhor padecer na mão de estranhos ou inimigos do que ser traído pelos seus.

Mochilar foi a opção de viagem escolhida pois seria mais barato.

 

A partida

Com apenas R$ 30,00 no bolso e a mochila cheia de biscoitos, às três horas da tarde pego ônibus com destino à uma cidade próxima, que nunca havia ido antes, mas que acredito ser favorável para conseguir carona e dar prosseguimento aos próximos passos.

Chego lá no final da tarde, já estava escurecendo.

Por sorte ou acaso do destino salto em frente a um posto 24 horas, na BR.

A rodoviária da cidade fica um pouco distante daquele ponto e da rodovia, ao ver o ônibus sair da estrada peço para saltar naquele local.

 

As primeiras experiências do mochilão: pedindo carona

Apesar de tarde resolvo aventurar uma carona nas margens da rodovia, esforço realizado em vão, devido a muitos fatores, dentre eles as pessoas ressabiadas com os perigos das rodovias, de gente que se aproveita para fazer o mal a motoristas.

Resolvo que esperar ali não será rentável, então me dirijo à conveniência do posto, sondando qual seria o melhor lugar para ficar durante à noite.

Para facilitar que me aceitem compro uma água, e logo torno-me cliente. Verifico que existe um restaurante amplo que compartilha o local com uma lanchonete.

Sob o pretexto de carregar meu ereader, busco uma tomada e pergunto se posso ficar em uma daquelas mesas, o que me é imediatamente confirmado.

Não me senti muito bem, estando no ambiente interno, pois eu me via como um intruso.

 

Aqui começam os “perrengues” da viagem

Fiquei em uma das mesas da área externa, e lá passei toda minha noite, a qual foi muito fria, e mesmo usando calça cargo, camisa de malha, um moletom, duas meias e o sapato eu sentia as ondas de frio percorrerem o meu corpo.

Viquei em uma das mesas da parte externa, e lá dormir. Que foi desconfortável é óbvio, mas fui ajudado por duas coisa:

  1. já tinha o hábito de dormir sentado, pois sempre tive uma rotina agitada, e na época da faculdade também trabalhava, como dormia pouco a noite por conta dos estudos, aproveitava o horário de almoço para cochilar, na própria mesa em que ficava.
  2.  estava muito cansado e precisava dormir, chegou um momento que mesmo que quisesse não conseguiria lutar contra o sono.

No meio da madrugada abordei um motorista que havia parado na lanchonete para comprar algo. Perguntei se ele iria para Vitória da Conquista e se poderia me dar uma carona, ele disse alguma desculpa que não lembro e negou.

Logo depois na pista (local onde os veículos abastecem) havia um motorista que demostrava estar de saída e a frente de seu carro estava na direção para onde eu desejava seguir viagem, me dirigi em sua direção e fui abordado pelo vigilante que disse ser proibido pedir caronas dentro do posto, logo eu pedi desculpas e voltei para a mesa onde eu estava sentado para esperar o dia amanhecer.

Naquela noite não dormi muito, mas o suficiente para me descansar.

O que aprendi até aqui:

  • Pegar carona exige paciência;
  • Carona à noite é realmente mais difícil e não recomendável;
  • Dormir sentado é desconfortável, mas dá para descansar;
  • A viagem será longa…

 

Obs.: Nos primeiros dias não tinha intenção de transformar a viagem em blog, logo só comecei a fotografar bem depois do início da viagem, quando saí do Espírito Santo.

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