Introdução – Síntese de alguns fatos (parte final)

Introdução (Parte IV)

Foi nesse período que também comecei a ligar algumas ocorrências.

No quarto onde dormia eu sempre tinha um cacto pequeno que já tinha aproximadamente uns oito anos comigo, e o regava, vez ou outra, com a água que eu consumia. E além dele agora tinha uma hamster, de nome Tex, que também compartilhava de minha água.

No dia posterior da prova do concurso da Agerba, ao acordar, percebi que meu cacto havia ficado tão podre por dentro que havia explodido, e não tinha nenhum pedaço dele que eu poderia usar para replantar.

Abaixo segue imagem dele tirada em 2016:

20161104_031247.jpg

Comprei outro cacto e, por não ver nenhuma relação entre o fato anterior e a água, continuei a regá-lo com a água que tomo, poucas vezes por semana, depois de um tempo o resultado foi o mesmo.

Nesse mesmo período um dia em que fui limpar a gaiola da minha hamster, vi que ao redor de seus olhas haviam sangue.

Todos eles compartilhavam da mesma água que eu bebia.

Eu sou estudante de Direito da Universidade de Feira de Santana, e há um ano, um ano e meio, ao me dirigir para uma das salas onde teria aula haviam dois alunos, também do curso, só que de semestre mais avançados, que disseram:

– Mais é feio, né? (sic)

– É, ainda bem que nem vai ser formar.

Outra vez ao passar na frente da sala do colegiado vi dois professores dizendo algo como:

– Pronto, agora é só acompanhar os concursos que ele vai fazer.

Antes disso me aconteceu outro fato:

Logo no início do curso também já fui seguido por uma van branca. Descia em um ponto um pouco longe de onde moro.

Ela estava próxima desse local, na rua onde eu iria entrar, e ao passar por ela, alguém apontou de dentro dela para mim.

Quando cheguei exatamente no final da rua e olhei para trás, ela havia ligado os faróis, entendi que havia dado partida no veículo.

Quando eu dobrei a esquina eu corri bastante e parei próximo a outra rua que eu deveria curvar.

Percebi que o carro estava dobrando a esquina da rua que eu estava, para isso ele deveria ter acelerado um pouco, pois a primeira rua, na qual eles estavam parados, é a mais extensa do trajeto que eu fazia.

Segui andando displicentemente até dobrar a esquina.

Fiquei com receio de correr e eles perceberem que eu havia desconfiado, fiz assim até chegar em casa, pois daquele ponto em diante já estaria próximo.

Nesse dia não consegui dormir.

Foi a primeira vez que eu tinha noticiado em casa alguma coisa estranha que acontecia comigo. Até assaltos sofri aproximadamente uns três na minha vida.

Achei a reação da minha madrasta desproporcional, sugerindo até que eu estaria com “síndrome do pânico”, principalmente quando eu disse que iria conversar com uma das minha professoras, que era delegada.

Assim o fiz, porém estavam em paralização e ela não havia ido.

Posteriormente passei um email e ela disse que para gerar um boletim de ocorrência eu deveria apresentar provas ou outras informações quanto aos fatos.

Conversando pessoalmente com ela perguntou se eu tinha a placa do veículo, eu disse que não, mas a rua onde eu morava era monitorada com câmeras de segurança, que poderia ser útil para isso, mas a conversa não se estendeu.

Sou contador, minha família (ou parentes, já não tenho muita certeza qual o termo mais apropriado) tem ligação com o governo do estado.

Minha madrasta é aposentada do estado da Bahia e, sinceramente, é muito estranho que depois que cada vez me acontece alguma coisa ruim pessoas envolvidas com isso têm algum benefício (por exemplo reformas, veículos, comércio, intercâmbios, dentre outros).

Inclusive o médico oftalmo que me atendia antes desse problema se manifestar está abrindo um hospital especializado e isso está sendo intermediado por uma das pessoas com quem trabalhei, com recursos públicos (como não achar isso estranho?).

Sim, quando retornei desse período que viajei vi que pessoas que contribuíram para o meu problema conseguiram um “upgrade” em sua vida.

O que mais angustia é a sensação de não se poder fazer nada, de impotência, de saber que está certo mas ninguém lhe dá credibilidade, pois quem vai deixar de estar do lado dos médicos nessa situação para apoiar um “zé ninguém”? Ainda mais quando se lucra com a mentira e a desonestidade? Sabendo o que eu sei estou certo de que essa é a síntese do que estou passando.

A convivência em casa ficou complicada, os sintomas me deixam mais ansioso, não percebia em ninguém a real intenção de ajudar.

Chegou a um ponto que o meu próprio pai, mesmo sabendo que estou desempregado, dependendo dele de dinheiro para comprar até os itens mais básicos de higiene pessoal e conhecer todo o meu histórico de passar a maior parte de minha vida só estudando e trabalhando, perguntar se eu estava drogado.

Tive momentos de desespero, de falar com as pessoas próximas tudo o que eu havia descoberto (mesmo sabendo que poderia ser ainda mais arriscado para mim), de ter raiva como nunca tive em toda minha vida, misturada a um sentimento de impotência.

Moro ao lado de uma igreja, e um desses momentos aconteceu antes de um culto, e alguns irmãos disseram se sensibilizar com a minha situação e me afirmaram que apenas Jesus Cristo poderia me ajudar, também já me disseram que outras pessoas têm problemas de visão piores do que o meu e já estão conformados.

Ou seja, existe um apelo implícito para que eu aceite a minha condição, mesmo eu quase tendo certeza (e infelizmente não tendo como provar) que não foi algo natural, mas provocado intencionalmente.

Ali ficou claro que tudo isso foi uma ação premeditada, não há nada de aleatório nisso, e que por mais que eu tente os médicos estão todos tão bem sincronizados (como até já se mostraram) que por eles eu não serei auxiliado.

Todo discurso e abordagem é feito para que eu não me manifeste quanto ao meu problema, até que o pior aconteça.

Por essas e outras a convivência se tornou insuportável. Sei que podem me matar no meio do caminho, ou voltar cego para lá (na casa onde morava) ser humilhado, e mostrarem onde realmente é o “meu lugar”, ou então completarem o serviço e me matarem, mas já tomei a minha decisão.

Digo humilhar pois sim, esse é um dos seus objetivos, mostrar que por mais que eu tente todos os meus esforços serão em vão, pois a tão proclamada meritocracia só serve para iludir os inocentes que acham que se dedicarem ao trabalho e estudo serão ou terão algo.

Prova disso é que até minha privacidade não é respeitada. Sempre souberam da importância que dou ao meu espaço, às minhas coisas, pois era uma das coisas que eu ainda tinha, nunca dei motivo e também por isso nunca gostei de pessoas futucando no que é meu.

Em uma das discussões (iniciadas por minha madrasrta inclusive, ao utilizar de mentiras e chamar a atenção de toda a vizinhaça durante à noite, constragimento que eu nunca havia sequer imaginado passar em toda minha vida) disse o seguinte:

– Você é um endemoninhado, por que fica lendo aquelas revistinhas que têm em seu quarto.

Ele se referia às revistas em quadrinhos que sempre gostei de ler e que possuo algumas. Nunca tive uma relação próxima à ele e me pergunto como sabe da existência delas. Quem entrou no meu quarto ou deixou que ele entrasse?

Isso se deu após fazer essa viagem que eu relato nesse blog e quando havia saído entreguei as chaves de casa para o meu pais com todas as minhas cópias, inclusive as duas que tinha do quarto (uma que ficava na porta no lado interno e outra no meu chaveiro).

Outro fato curioso é que, para aumentar ainda mais esse quesito “humilhação” quando eu retornei me foram entregue duas chaves,  por meu pai, mas uma delas foi uma cópia, o que foi manifestado no ato em que ele estava me entregando.

O mais engraçado, por assim dizer, é que posteriormente quando ele precisou pegar uma prateleira em meu quarto que era de minha madrasta, me pediu a dita cópia.

Quando eu disse que eles já tinham a chave foi feita uma confusão tão grande, como se sentisse ofendido com aquele fato, parece que queria que fingisse não saber que uma cópia da chave do meu quarto está com eles., que agora haviam três delas.

Isso ocorreu no dia em que eu havia pedido para comprar comida, no caminho para o supermercado, pois eu já estava morando só.

Acredito que essa foi a oportunidade que ele encontrou para me constranger e humilhar ainda mais, pois para mim ficou implícito que como eu “dependo” dele tenho que estar aberto a todos os seus desígnios.

Inclusive quando eu pedi para respeitar meu espaço ele afirmou isso: que como eu ainda dependo dele, mesmo com 31 anos, eu não teria que me queixar dele estar entrando no meu quarto e bisbilhotando minhas coisas.

Recentemente recebi o resultado de uma ressonância magnética do crânio e lá estava confirmado que eu tive sangramento na região do meu cérebro.

 

DSCF4235.JPG

Não estou mais morando mais na casa com meu pai e madastra.

Fiz um boletim de ocorrência registrando minha suspeita de envenenamento (devido às conhecidências com os cactos, o olho da minha hamster e o meu olho), pois caso futuramente eu morra ou minha condição se agrave e alguém tenha interesse poderá saber os motivos e os fatos reais que me aconteceram para chegar nessa situação.

 

O interessante é que todos esses fatos foram explicados no momento do registro da ocorrência e posteriormente ao delegado, porém eles só registraram a informação do exame, mesmo assim depois que eu solicitei, em uma segunda ida à delegacia. Entenderam?

bo

 

Como sempre, meu pai está me ajudando com as despesas, mas acredito que chegar onde eu cheguei foi uma ação premeditada, para mostrar principalmente que não adianta ser honesto e progredir com o seu próprio trabalho (principalmente sendo contador), mas sim dever favores, se inclinando às vontades daqueles que detém o poder e se corromper.

Meu pai faz questão que eu vá para a casa de minha avó, ao menos duas vezes na semana para almoçar. Infelizmente como dependo ainda deles, até para me alimentar, tenho de correr esse risco, pois não sei o que podem colocar na minha comida.

Outro dia minha tia, que nunca tinha demonstrado preocupação comigo disse: “Teu, ainda não vi você bebendo água depois que chegou aqui”. Eles não têm essa preocupação com minha avó que é idosa e não bebe muita água. Eu nunca fui centro de atenção deles. Minhas faltas nas ditas “reuniões de família” nunca foram notadas, e por que agora esse e outros “cuidados”? Percebem?

Bem, esses foram alguns dos principais motivos que me fizeram realizar essa viagem, que foi bastante estressante, não fui a passeio, mas que consegui conhecer muitas coisas novas durante o caminho, as quais, junto a outras narrativas, irei compartilhar nos próximos posts (se não me matarem antes).

Obs.: existem muito mais situações ditas “estranhas”, mas que por agora prefiro não comentar.

 

 

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