Introdução – A saga continua, agora em Salvador (parte III )

Depois de muito rodar na cidade onde moro decidi então ir para a capital, Salvador.

Chegando lá foi a mesma situação: não queriam que eu vissem o resultado no momento da impressão. E eu me perguntava: é uma coisa tão simples, qual será o real motivo disso tudo?

Sinceramente, acredito que era um comportamento desnecessário e bastante sincronizado entre as clínicas: não mostrar um pedaço de papel com informações do meu próprio corpo.

Em uma delas eu cancelei a consulta na sala da médica.

O rapaz responsável em fazer os exames havia me negado mostra-lo e pedi para conversar com a quem iria realizar meu atendimento. Ela reforçou essa atitude, dizendo que só me daria o resultado quando estivesse em sua sala. Então eu disse:  – Tudo bem, não tenho mais interesse na consulta, pode cancelar. (Isso foi um resumo da conversa, pois ela foi bem mais demorada, incisiva e argumentativa, por ambas as partes)

Alguns fatos curiosos aconteceram quando fui atendido por ela, em Salvador:

  1. o primeiro foi que para me explicar sobre a inexatidão do tonômetro de sopro ela me fez a mesma pergunta da médica que relatei no post anterior: qual é a sua profissão? (ou seja, além de usar o mesmo argumento questionou a mesma coisa)
  2. No início da consulta eu falei que queria apenas uma informação, mas ela tentou induzir o início da consulta para que eu pagasse pelo atendimento, foi quando eu percebi e deixei claro que eu queria apenas uma informação relacionada aos processos da clínica, e não autorizava ela começar o atendimento naquele momento.

Nesse dia voltei para Feira de Santana para conversar com minha família, buscando apoio ou orientação, depois de explicar o que sentia, dizer que passava todos esses sintomas para os médicos.

O retorno que recebia era que isso estava acontecendo pois eu não explicava as coisas da forma correta, eu não pedia os exames adequados, e toda culpa de ainda não terem diagnosticado a doença era minha, e inclusive que não mostrar o resultado do exame é uma prática normal.

Nessa relação eu represento a parte mais fraca e existem muitos interesses em jogo, podem ter certeza que a última coisa para eles seria admitir que eu estaria certo.

A situação de desrespeito médico que eu sofri era tão óbvia e esse comportamento em não se colocar ao meu lado já que, além dos vínculos consanguíneos, também sou vítima, acabou me fazendo despertar um pouco mais sobre  o quanto eu poderia confiar neles daquele em momento em diante.

No dia seguinte, ao acordar, somou-se mais um sintoma ao meu quando: no escuro do quarto, ao olhar para baixo vi um flash de luz em ambos os olhos semelhantes a farois anelados brancos, os quais perduram até hoje.

Nesse dia fiquei desesperado pensando que minha retina começava a se descolar, fui então na farmácia, seis horas da manhã, e comprei um medicamento para a pressão e o usei por conta própria (o que não é recomendável a ninguém).

A partir desse dia percebi que estava sozinho, pois quando disse que iria usar o tal remédio as pessoas tentaram me impedir, o que foi uma reação muito estranha pois não foi um mero: “não use, pois pode lhe fazer mal”, foi algo bem mais enfático.

Na verdade, minha madrasta parecia querer tomar de minha mão o frasco do remédio, acho que o faria se tivesse a oportunidade.

Também começaram a sempre dizer que a causa disso tudo também era devido a eu não levava um acompanhante nas minhas consultas.

Isso no meu ponto de vista não tem o mínimo de fundamento lógico pois a ação moralmente correta de um profissional de saúde deve ser exercida esteja a pessoa sozinha ou em meio a uma multidão.

Além disso esse hábito tenho desde os meus 17 anos, pois até para endoscopias eu costumava ir desacompanhado (um dos motivos é que eu confiava nos profissionais que me atendiam) e hoje já tenho 31.

Diante desse contexto depois eu me perguntei: a quem mesmo esse acompanhante iria servir, já que em toda conversa que eu tinha com os meus parentes eles diziam que o erro era meu, e não dos médicos?

O curioso é que depois de usar o colírio tive melhoras.

Nesse mesmo dia fui à Salvador acompanhado de meu pai e percebi que o fundo do meu olho que estava dolorido já não doía na mesma intensidade do dia anterior.

Outro fato intrigante foi que em Salvador eu ganhei da clínica uma OCT (que é um exame um pouco caro) depois do médico perceber que eu estava um pouco ansioso. Porém não me foram dadas todas as páginas do exame.

Notei que o que poderia ter acontecido era que me deram o que mostrava a parte saudável, da região da mácula. Digo isso pois eu vi na tela da máquina onde o exame foi feito, antes de imprimir o resultado, uma parte em que haviam pontos vermelhos no fundo do meu olho. Ao ser questionado o médico não respondeu especificamente o que era aquela imagem.

Após me consultar em Salvador voltei para Feira de Santana e uma amiga se disponibilizou para me ajudar, já que trabalhava em clínica de oftalmologia.

As conversas eram sempre as mesmas, nenhum diagnóstico foi dado, apesar de tantos sintomas.

Nessa clínica me mostraram o resultado impresso do tonômetro de sopro, que segundo ela estava normal, mas infelizmente depois de todo esse desgaste eu não tenho muita confiança, pois máquinas podem ser reguladas.

Todos os médicos (ou a maioria deles) passavam colírios para curar inflamações e lubrificantes, mas que eu percebia, ao ler a bula, que os antiinflamatórios poderiam agravar casos de glaucoma (essa é a doença que acredito ter diante de meus sintomas e do resultado da retinografia que segue abaixo).

DSCF4239.JPG

A médica dessa clínica de Feira de Santana, na qual passei a me consultar, passou o mesmo colírio que o médico de Salvador, o Nervanac.

Com cinco dias de aplicação minha coriza começou a sair com sangue, eu suspendi o uso:

Na última vez que lá estive essa mesma médica apertou com tanta força o tonômetro de Goldman contra meu olho que vi a luz bem mais próxima, e quando tirou do meu olho direito senti como se algo no fundo dele estivesse começando a “voltar para o lugar”, foi uma sensação estranha. E isso se repetiu no olho esquerdo.

Quando ela finalizou o procedimento e manifestei o que tinha acontecido, e que havia percebido sua intenção  de ter propositalmente pressionado muito o tonômetro em meus olhos. Ela desconversou.

Percebi então que poderia estar usando ele para destruir os mecanismos que controlam a pressão interna dos olhos, fazendo com que ela aumentasse, motivo que sempre depois de uma consulta os halos de luz estarem cada vez maiores e mais nítidos.

Nos exames que fiz a escavação do nervo óptico está se mostrando aumentada, porém ninguém se manifesta a esse respeito. Inclusive eu assisti a um vídeo que tratava sobre glaucoma e dizia que se houvesse um vaso dentro da área da escavação formando um ângulo de 90 graus, seria um sintoma de glaucoma em um estágio avançado.

Aqui segue vídeo (dos minutos 11:00 ao 13:00 fala dos vasos em baioneta e em passarela):

 

Obs.: minha conta é gratuíta, não consigo vincular vídeos aqui no WordPress, mas quem tiver interesse em assisti-lo basta clicar aqui.

Abaixo segue o resultado do meu exame mostrando os respecitivos vasos em passarela e em baioneta (ângulo de 90 graus):

 

imagem blog ii.jpg

Fiz paquimetria, mapeamento de retina, retinografia, retinografia com contraste, os exames de fundo de olho feitos no consultórios… e mesmo que com todos esses sintomas que apresento: fotofobia, fotopsia, moscas volantes (ou estocomas?), visão de halos em volta de luzes, sensação de pressão no fundo dos olhos, ainda não diagnosticaram o motivo do problema.

O que pensar de tudo isso?

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