Introdução (parte II)

Introdução (parte II)

Aqui segue mais uma parte da história com os motivos que me levaram a viajar. Observem que foram aproximadamente cinco meses colecionando situações que me fizeram agir dessa forma. Não prometo dar nenhuma respostas, pois muitas delas ainda não tenho, em muitos aspectos essa situação ainda é misteriosa para mim, mas vou tentar expôr situações intrigantes que fizeram surgir muitas questões.

Então, antes de falar sobre a viajem propriamente dita teremos muito assunto para se conversar…

O pior é que ainda hoje (outubro/2017) novas situações foram surgindo (e outras sendo expostas) e minha vida pacata e repetitiva se tornou no que eu acho que poderia inspirar algum filme (que eu não queria ter vivido), mas vamos lá…

Em janeiro eu estava estudando para o concurso da Agerba (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia), de nível médio.

Como era uma prova de nível médio me prometi que iria focar, já que em outros tempos acabava não cumprindo todo o cronograma de estudos contidos no edital.

Os sintomas começaram a se intensificar uns 20 dias antes da prova, quando estava pronto para revisar a parte geral dos assuntos cobrados.

Eles começaram com algo como uma pressão no fundo dos meus olhos que, como de outra vez que senti, passou de forma espontânea. Não fiquei muito preocupado, pois havia consultado com uma oftalmologista no mês doze do ano passado e ela não tinha sinalizado nada com que eu pudesse me desassossego.

Passaram-se os dias e, além de não melhorar, outro sintoma começou a surgir: a fotofobia. Todas fontes de luzes me incomodavam, fossem elas computadores, celulares ou reflexos em quadros.

A universidade onde estudo possui muitos postes, eu transitava nela com a cabeça baixa devido ao grande desconforto visual provocado pelas luzes.

Em uma das aulas o professor usou um laser para apontar a sua fala na projeção. Lembro de ficar aflito, apesar de saber que a probabilidade do feixe alcançar minha visão fosse baixa.

Marquei consulta mas acabei não indo, na esperança de que os sintomas desaparecessem ou diminuíssem.

Certo dia, ao acordar, percebi uma sensação estranha nos meus olhos. Logo mais, ao sair à céu claro, percebi que existiam vários pontos escuros em minha visão (eu anteriormente já tinha notado algumas formas transparentes ao olhar para suprfícies claras, porém agora estavam em maior quantidade e escuros), pensei que se tratavam de “moscas volantes”.

Fiquei ainda mais incomodado, marquei consulta e dessa vez compareci.

Após conversar com a médica e apresentar meus sintomas, ela olhou o fundo dos meus olhos e disse não haver identificado motivo para preocupação. Receitou um colírio, pediu alguns exames e me liberou do atendimento.

Quando chego na faculdade na noite desse mesmo dia percebo haver um contorno nos postes de luzes que antes não via. Fui pesquisar na internet, e vi que esse é um sintoma de pressão ocular alta, são os chamados “halos de luzes”, mas segundo a médica minha pressão estaria normal, tendo como base sua aferição com o tonômetro de Goldman.

Fiquei intrigado e fui em outros médicos na cidade onde moro que possuíam o tonômetro de sopro, pois ele poderia me fornecer uma posição da pressão de meus olhos sem precisar passar antes pelas mãos dos médicos (aqui já comecei a fazer algo que nunca fiz: não confiar plenamente no trabalho do profissional de saúde).

Eu queria ler o resultado imediatamente após a impressão, porém nas clínicas onde fui me negaram mostrar o exame nesse momento, dizendo que devem primeiro enviar para o médico e só poderei vê-lo, quando eu já estivesse na sala dele.

Em uma das clínicas pergunto se eles trabalham com o tonômetro de sopro, e me dizem que sim. Agendo para aquele mesmo momento uma consulta.

Ao ser atendido pela médica ela me pede para acompanha-la para outra sala, onde estão os equipamentos. Diz que terei de fazer o teste refrativo, mas a informo que o havia  feito no final do ano passado e há pouco tempo troquei minhas lentes, preocupo-me apenas com a minha pressão ocular e queria fazer o exame com a máquina de sopro.

Foi quando ela disse que eles não trabalhavam com esse tipo de equipamento, instante em que outra médica estava próxima e havia acompanhado parte da conversa pede licença e começa a explicar que seus resultados não são precisos, e deu várias outras desculpas tentando desacreditá-lo, inclusive me levou a uma sala para me mostrar novos equipamentos que ela havia financiado, haja vista a clínica estava em expansão (não lembro como a conversa foi parar nesse ponto).

Fiquei ainda mais intrigado e desconfiado: qual o motivo de tanta preocupação em me fazer não acreditar no resultado do tonômetro de sopro, sendo que ele é amplamente usado nas consultas, mesmo que depois os valores por eles apresentados possam ser confirmados na sala do médico? Qual o motivo de não me mostrarem o resultado impresso pelo tonômetro de sopro? O que tinha ali que não poderia ver?

Percebam que não foi algo “apenas” comunicado, mas pelo que percebi tentaram evitar a todo custo que eu visse o “bendito” resultado assim que impresso.

 

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11 comentários em “Introdução (parte II)

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      1. Corrigindo: as duas próximas publicações serão continuidade da introdução. Elas já estão prontas, vou fazer uma correção com calma e as libero, depois começo a liberar sobre a viagem. O texto sobre ela está adiantado, mas ainda bruto.

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